quinta-feira, 7 de abril de 2011

Até qu’enfim!

Após as visitas terem abandonado os nossos palácios e recebido as honras da nossa mais antiga Universidade, e só depois, o Presidente eleito da nossa nação dirigiu-se ao povo. As palavras foram escassas e rudes, num estilo já conhecido. O pai tirano falou, após recados virtuais e manchetes de imprensa com “exigências”. Bom, nada de inesperado. Pelo contrário, uma posição prevísivel.

Depois de um período de incerteza, ou de expectáveis mas ainda assim surpreendentes posicionamentos e jogatanas políticas, assiste-se a um inevitável pedido de “ajuda externa” por parte de um governo deminssionário, ou antes de um Primeiro Ministro, que jogou todas as cartas para se conseguir posicionar politicamente num panorama desfavorável.

Facto é que o Primeiro que partiu para a demissão numa posição desfavorável conseguiu ao, longo de um período de impasse armar a sua armadilha para uma oposição mal preparada e comandada por uma figura proeminente do Estado, que deveria manter uma posição supra política e revelar-se como líder de todos os Portugueses, apesar de eleito por cerca de um quarto dos portugueses eleitores.
Facto é, ou factos são, que o Primeiro Ministro esteve à altura da sua reputação e ludibridiou tanto e tantos quantos conseguiu colocando-se numa posição de fragilidade pessoal e gorvernamental face a uma irresponsabilidade da oposição. Oposição esta materializada numa figura imatura, ou ingénua, de um S. Sebastião Passos Coelho mal orquestrado pelo seu mentor Prof. Cavavo Silva. O primeiro encontra-se perante as circunstâncias de ter de assumir as responsabilidades inerentes ao cargo para o qual se candidatou, e que conquistou. O segundo vê-se perante a inevitabilidade de ter de gerir uma pessoa com menor capacidade política para gerir o momento em que o seu partido se encontra. O resultado desta equação é pior que mau para o país, mas é o resultado que é.

Facto é que o país se vê perante a condição de ter de enfrentar um momento difícil refém de políticos pouco fiáveis e de um Presidente altamente politizado, ao invés de se destacarem Homens altamente sensíveis às questões de Estado. Estes são os tristes factos com que todos os portugueses têm de lidar a par da péssima imagem que a comunidade internacional tem e veícula do país.

Sem comentários:

Enviar um comentário